Depois de um período de crises, a mostra internacional retoma o prestígio e discute a relação entre arte e política por meio de mais de 800 obras de 159 participantes.
O evento chega ao público com um ar de retomada e recuperação, já que passou por um período de muitas crises. Esta edição é resultado de uma série de ações voltadas para reestruturação da mostra, encabeçadas por Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal de São Paulo desde maio do ano passado. Em 2008, a exposição foi apelidada de "Bienal do Vazio", já que semanas antes da abertura sofreu um grande corte no orçamento e ficou com o segundo andar do prédio totalmente desocupado.
Com predominância de vídeos e fotografias, a 29ª Bienal de São Paulo ocupa os três andares do Pavilhão do Ibirapuera entre 25 de setembro e 12 de dezembro. Com curadoria-geral de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, o evento agrega semelhanças e singularidades de 159 artistas, provenientes de países como China, Irlanda e África.
Sob o título Há Sempre Um Copo de Mar para o Homem Navegar, verso de um poema de Jorge de Lima, a nova edição da mostra objetiva estabelecer a relação entre arte e política. O acervo foi distribuído no local obecedendo o projeto expográfico da arquiteta Marta Bogéa, que procurou não engessar o percurso dos visitantes.
O conjunto deve atrair um milhão de pessoas, adiantam os organizadores. Com entrada gratuita, a Bienal deste ano contempla obras de nomes tuipiniquins como Gil Vicente, Amelia Toledo e Cildo Meireles, e de gringos como Jean Luc Godard (França), Nan Goldic (EUA) e Francis Alÿs (Bélgica), sendo o orçamento estimado em R$ 29 milhões.
Provida de grandes artistas, a megaexposição também apresenta algo novo em relação às edições anteriores: seis terreiros. Tratam-se de espaços que, além de receber debates, performances, projeções de vídeo, recitais, conversas e workshops, proporcionam um momento de "pausa, reflexão e absorção" diante dos 30 mil m² do Pavilhão.
Fonte : http://www.guiadasemana.com.br/
Fonte : Por Camila Silveira

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